Diário do Mochilão: Amsterdã - Holanda

Depois de ter terminado de montar o roteiro do meu mochilão, eu comecei a pesquisar o que eu queria visitar em cada lugar que eu fosse. O meu budget era limitado, então eu teria que dar preferência por atrações turísticas gratuitas às pagas. Mas um lugar que eu não abriria mão de visitar enquanto eu estivesse em Amsterdã seria a Casa de Anne Frank.

Para quem não conhece a história da Anne, ela e a sua família ficaram escondidas no sótão de um prédio por dois anos durante a Segunda Guerra Mundial. Durante esse período a Anne escreveu um diário.  Infelizmente ela foi capturada pelos nazistas e enviada para um campo de concentração. Anne morreu alguns meses antes do campo ser liberado. Seu pai, Otto Frank, foi o único sobrevivente. Ele decidiu publicar o diário da Anne e ele se tornou um dos livros mais lidos da história. O prédio onde a família de Anne se escondeu se tornou em 1960 um museu e é o ponto turístico mais visitado da Holanda. Eu li o Diário de Anne Frank muitos anos atrás, mas mesmo assim foi uma experiência única visitar aquele lugar. É proibido tirar fotos lá dentro então não tenho muito o que mostrar. Mas independentemente de você conhecer ou não conhecer a história da Anne, vale muito a pena à visita a casa. Uma dica: compre os ingressos antecipadamente pela internet para evitar ficar horas na fila.



Se você quer conhecer um pouco da cidade sem gastar muito, faça um free walking tour. Eles saem todos os dias de manhã da Dam Square. Foi assim que eu aprendi algumas coisas bem bacana sobre a cidade. Como por exemplo, porque as casas perto dos canais são tortas. Por conta dos canais e o fato de Amsterdã estar a dois metros abaixo do nível do mar, o terreno na região é bem instável. A maioria das construções utilizavam uma base de madeira como fundação. Então com o tempo essa fundação se deslocava, o que fazia com que as casas se movessem de lugar.



Por conta das constantes inundações, móveis e objetos de valores eram deixados nos andares mais altos das casas. Mas como transportar tudo isso até lá, já que a maioria das construções são bem estreitas? Os donos colocavam ganchos na parte superior da casa, assim conseguiam içar os objetos e leva-los até os andares de cima. A inclinação para frente das casas é por conta disso, para facilitar esse processo.



Como eu disse, Amsterdã se encontra abaixo do nível do mar. A maioria das pessoas acreditam que os canais são naturais e fazem parte da geografia da região, mas não é bem assim. A maioria dos canais foram feitos pelo homem. Ele tem o formato de círculos que se interligam, formando um sistema de drenagem urbana.

Adorei Amsterdã. Espero um dia voltar para poder visitar o museu do Van Gogh e o Rijksmuseum.

Próxima parada? Praga. 

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